Dentre os diversos desafios enfrentados pelas instituições financeiras e empresas em geral, o monitoramento de mídia negativa é um dos riscos mais propensos a passar despercebido.
A ausência de diretrizes regulatórias claras para o monitoramento de clientes contra mídia negativa abre espaço para uma maior interpretação pelas instituições ao aplicar modelos baseados em risco.
As organizações que adotam boas práticas para criar políticas e processos voltados à identificação de entidades com alta exposição a mídia negativa priorizam a mitigação de riscos e reduzem a sobrecarga operacional nos processos de Know Your Customer (KYC) e Due Diligence. Isso envolve determinar os momentos mais adequados para realizar pesquisas de mídia negativa, otimizar a automação, definir quais informações são relevantes e como utilizá-las de maneira eficaz.
A seguir, apresentamos algumas recomendações para aprimorar a eficiência e a efetividade do seu programa de monitoramento de mídia negativa.
Embora o monitoramento de mídia negativa de fontes de notícias seja a forma mais segura de capturar todas as informações relevantes, essa prática não é viável nem sustentável a longo prazo.
Há uma forma mais prática que consiste em estabelecer os momentos ideais para realizar as pesquisas. Por exemplo, a verificação das notícias negativas dos clientes deve ocorrer no momento da abertura da conta e ser revisitada periodicamente com base em um programa orientado por critérios de risco específicos, como tipo de conta, localidade e atividade esperada.
Por outro lado, confiar exclusivamente em um programa de monitoramento baseado em risco não garante proteção completa, pois pode haver lacunas entre as revisões programadas. Ou seja, é necessário identificar os momentos em que eventos inesperados, como atividades de conta recém-descobertas ou investigações de autoridade, justifiquem uma análise “não programada” de fontes de notícias.
Mesmo as instituições com processos manuais eficientes podem ter dificuldades em alocar uma equipe para analisar todas as informações de maneira detalhada e monitorar as atividades da mídia recém-identificadas. Assim sendo, a automação complementa a revisão manual, aprimorando a eficiência do processo de monitoramento.
Os sistemas que realizam uma busca ampla na Internet ou em bancos de dados de notícias geram um volume excessivo de alertas irrelevantes. Para otimizar a busca é importante adotar soluções que respondam à pergunta: “Quem, na base de clientes, já possui notícias relevantes compiladas por fontes confiáveis?” em vez de “Quais informações, em todo o mundo, podem estar relacionadas ao meu cliente?”
A automação do monitoramento de mídia negativa deve buscar um equilíbrio entre a vigília diária e o risco de sobrecarregar os analistas com alertas de baixa relevância ou, ainda pior, deixar de capturar informações relevantes.
A identificação de notícias negativas não deve ser tratada de forma binária – "risco" ou "sem risco" – como em alertas de sanções. As notícias negativas exigem uma análise mais profunda para avaliar corretamente o nível de risco envolvido.
Desenvolver modelos que categorizem e classifiquem a gravidade das notícias negativas pode facilitar a priorização das revisões e proporcionar uma compreensão mais precisa do risco associado a cada cliente dentro do perfil KYC.
A relevância das notícias deve ser um critério importante na avaliação de riscos. Alguns clientes que inicialmente apresentem notícias negativas de alto risco podem, com o tempo e a ausência de novos relatos, ter seu risco reclassificado para um nível mais baixo.
Embora avaliar a materialidade das notícias com base na antiguidade das informações seja útil em certos contextos, é importante lembrar que algumas questões, como casos de corrupção ou crimes financeiros graves, não perdem sua relevância com o tempo.
Após definir quando e como realizar as pesquisas, o próximo passo é decidir como agir com as informações obtidas.
A busca irá identificar riscos com base na atividade histórica, mas é preciso continuar monitorando essas informações ao longo do tempo. Mesmo que os resultados não indiquem riscos imediatos, é necessário acompanhar as mudanças e atualizações de forma contínua.
Contar com um processo automatizado que revise as atualizações de forma independente permitirá um uso mais direcionado dos recursos e ajudará a garantir que nenhuma mudança significativa passe despercebida.
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