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Monitoramento de mídia negativa: Qual sua importância?

Written by Alexandre Pegoraro | 31/03/25 12:00

Dentre os diversos desafios enfrentados pelas instituições financeiras e empresas em geral, o monitoramento de mídia negativa é um dos riscos mais propensos a passar despercebido.

A ausência de diretrizes regulatórias claras para o monitoramento de clientes contra mídia negativa abre espaço para uma maior interpretação pelas instituições ao aplicar modelos baseados em risco.

As organizações que adotam boas práticas para criar políticas e processos voltados à identificação de entidades com alta exposição a mídia negativa priorizam a mitigação de riscos e reduzem a sobrecarga operacional nos processos de Know Your Customer (KYC) e Due Diligence. Isso envolve determinar os momentos mais adequados para realizar pesquisas de mídia negativa, otimizar a automação, definir quais informações são relevantes e como utilizá-las de maneira eficaz.

Qual a importância do monitoramento de mídia negativa?

O monitoramento de mídia negativa é essencial para que uma organização consiga identificar e lidar com possíveis crises de reputação. Ao rastrear menções negativas em tempo real, é possível agir rapidamente para mitigar danos à imagem da marca, responder a críticas de maneira construtiva e evitar que um problema se amplie, impactando negativamente o relacionamento com o público e stakeholders. Além disso, permite que a empresa se antecipe a possíveis repercussões e mantenha um controle ativo sobre sua imagem, sendo proativa nas ações corretivas e preventivas.

A seguir, apresentamos algumas recomendações para aprimorar a eficiência e a efetividade do seu programa de monitoramento de mídia negativa.

  1. Definir prazos claros

Embora o monitoramento de mídia negativa de fontes de notícias seja a forma mais segura de capturar todas as informações relevantes, essa prática não é viável nem sustentável a longo prazo.

Há uma forma mais prática que consiste em estabelecer os momentos ideais para realizar as pesquisas. Por exemplo, a verificação das notícias negativas dos clientes deve ocorrer no momento da abertura da conta e ser revisitada periodicamente com base em um programa orientado por critérios de risco específicos, como tipo de conta, localidade e atividade esperada.

Por outro lado, confiar exclusivamente em um programa de monitoramento baseado em risco não garante proteção completa, pois pode haver lacunas entre as revisões programadas. Ou seja, é necessário identificar os momentos em que eventos inesperados, como atividades de conta recém-descobertas ou investigações de autoridade, justifiquem uma análise “não programada” de fontes de notícias.

  1. Equilibrar revisões manuais e automatizadas

Mesmo as instituições com processos manuais eficientes podem ter dificuldades em alocar uma equipe para analisar todas as informações de maneira detalhada e monitorar as atividades da mídia recém-identificadas. Assim sendo, a automação complementa a revisão manual, aprimorando a eficiência do processo de monitoramento.

Os sistemas que realizam uma busca ampla na Internet ou em bancos de dados de notícias geram um volume excessivo de alertas irrelevantes. Para otimizar a busca é importante adotar soluções que respondam à pergunta: “Quem, na base de clientes, já possui notícias relevantes compiladas por fontes confiáveis?” em vez de “Quais informações, em todo o mundo, podem estar relacionadas ao meu cliente?”

A automação do monitoramento de mídia negativa deve buscar um equilíbrio entre a vigília diária e o risco de sobrecarregar os analistas com alertas de baixa relevância ou, ainda pior, deixar de capturar informações relevantes.

  1. Aplicar categorização de risco

A identificação de notícias negativas não deve ser tratada de forma binária – "risco" ou "sem risco" – como em alertas de sanções. As notícias negativas exigem uma análise mais profunda para avaliar corretamente o nível de risco envolvido.

Desenvolver modelos que categorizem e classifiquem a gravidade das notícias negativas pode facilitar a priorização das revisões e proporcionar uma compreensão mais precisa do risco associado a cada cliente dentro do perfil KYC.

  1. Considerar a atualidade das informações

A relevância das notícias deve ser um critério importante na avaliação de riscos. Alguns clientes que inicialmente apresentem notícias negativas de alto risco podem, com o tempo e a ausência de novos relatos, ter seu risco reclassificado para um nível mais baixo.

Embora avaliar a materialidade das notícias com base na antiguidade das informações seja útil em certos contextos, é importante lembrar que algumas questões, como casos de corrupção ou crimes financeiros graves, não perdem sua relevância com o tempo.

  1. Monitoramento constante

Após definir quando e como realizar as pesquisas, o próximo passo é decidir como agir com as informações obtidas.

A busca irá identificar riscos com base na atividade histórica, mas é preciso continuar monitorando essas informações ao longo do tempo. Mesmo que os resultados não indiquem riscos imediatos, é necessário acompanhar as mudanças e atualizações de forma contínua.

Contar com um processo automatizado que revise as atualizações de forma independente permitirá um uso mais direcionado dos recursos e ajudará a garantir que nenhuma mudança significativa passe despercebida.

A Kronoos utiliza mais de 3500 fontes de dados nacionais e internacionais, fornecendo insights detalhados para tomada de decisões estratégicas. Com uma interface amigável e integração simplificada, ajudamos instituições financeiras a proteger seus negócios, reduzir riscos e fortalecer seus processos de compliance.

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